Atualizado: dezembro 31, 2025

Escrito por Pedro Carvalho

Chefe de redação

Muitos ou todos os produtos nesta página são de parceiros que nos compensam quando você clica ou executa uma ação no site deles, mas isso não influencia nossas avaliações ou classificações. Nossas opiniões são nossas.


O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 1,92% no primeiro decêndio  de fevereiro. No primeiro decêndio de janeiro, este índice havia registrado taxa de 1,89%. Com este resultado, a taxa em 12 meses passou de 24,87% para 28,17%.

O Índice de Preços ao Produtor (IPA), indicador que exerce a maior influência sobre o IGP, segue em aceleração refletindo os aumentos registrados nos preços de commodities agrícolas e industriais. Tais pressões inflacionárias estão alimentando repasses pela cadeia produtiva. A variação de bens intermediários acelerou quase um ponto percentual em comparação ao mês passado, subindo de 1,38% para 2,34%. O comportamento dos preços da soja (-5,17% para 5,78%) e do farelo de soja (-5,16% para 4,23%) ilustram os repasses observados pela cadeia produtiva”, afirma André Braz, Coordenador dos Índices de Preços.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA)

O IPA subiu 2,54% no primeiro decêndio de fevereiro. No mesmo período do mês de janeiro, o índice subira 2,42%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram 0,21% em fevereiro, após subir 1,04% em janeiro.

A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 1,01% para -2,81%. O índice correspondente aos Bens Intermediários passou de 1,38% no primeiro decêndio de janeiro para 2,34% no primeiro decêndio de fevereiro.

Este avanço foi influenciado pelo subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 0,33% para 2,24%.

A taxa do índice referente as Matérias-Primas Brutas passou de 4,36% no primeiro decêndio de janeiro para 4,45% no primeiro decêndio de fevereiro. Contribuíram para o avanço da taxa do grupo os seguintes itens: soja em grão (-5,17% para 5,78%), bovinos (-4,16% para 8,03%) e milho em grão (-3,18% para 5,71%).

Em sentido oposto, vale citar minério de ferro (23,45% para 5,74%), leite in natura (2,84% para 0,12%) e suínos (-3,58% para -10,49%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC)

Passou de 0,38% no primeiro decêndio de janeiro para 0,19% no primeiro decêndio de fevereiro. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação, com destaque para o grupo Habitação (1,06% para -0,21%).

Nesta classe de despesa, vale mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de 3,40% para -2,48%. Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos Alimentação (0,97% para -0,04%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,44% para -0,20%) e Vestuário (1,31% para -0,08%).

Estas classes de despesa foram influenciadas pelos itens hortaliças e legumes (3,45% para -2,45%), artigos de higiene e cuidado pessoal (1,19% para -1,29%) e roupas (1,26% para -0,05%).

Em contrapartida, os grupos, Educação, Leitura e Recreação (-2,99% para 0,91%), Transportes (0,60% para 0,96%), Despesas Diversas (0,05% para 0,29%) e Comunicação (-0,07% para 0,02%) registraram acréscimo em suas taxas de variação.

Nestas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: passagem aérea (-23,32% para -3,09%), gasolina (0,86% para 2,88%), serviço religioso e funerário (-0,02% para 0,78%) e mensalidade para TV por assinatura (-0,31% para 0,00%).

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC)

O INCC variou 0,60% no primeiro decêndio de fevereiro, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice havia sido de 0,94%.

Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de janeiro para o primeiro decêndio de fevereiro: Materiais e Equipamentos (1,66% para 1,23%), Serviços (0,06% para 0,71%) e Mão de Obra (0,53% para 0,08%)