Rogério de Andrade, sobrinho do famoso bicheiro Castor de Andrade, herdou o império do jogo do bicho no Rio de Janeiro após a morte de seu tio em 1997. Conhecido como um dos maiores chefes do jogo do bicho e contraventor no estado, Rogério trabalhou o controle das operações ilegais de apostas e expandiu sua influência no mundo do crime organizado, incluindo atividades como extorsão e financiamento do Carnaval. Com uma relação próxima à escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, ele manteve o legado de Castor como patrono e financiador dos desfiles, consolidando uma forte presença na cultura carioca.
No entanto, a vida de Rogério foi marcada por conflitos violentos e diversas tragédias familiares. Envolvido em uma disputa de poder após a morte de Castor, Rogério envolveu-se em rivalidade com outros herdeiros, como Paulo Roberto de Andrade e Fernando Iggnácio, ambos assassinados em situações controversas. Além disso, em 2010, ele sobreviveu a um atentado com granadas que matou seu filho, Diogo, demonstrando os perigos associados ao controle do jogo do bicho. Desde então, as autoridades têm monitorado e controlado suas atividades, resultando em várias operações policiais e investigações do Ministério Público para conter seu domínio sobre a contravenção no estado do Rio de Janeiro.
Rogério de Andrade segue sendo uma figura notória no submundo carioca, com seu nome constantemente associado a ações judiciais e investigações de crimes violentos, mantendo a confiança de sua família no jogo do bicho, mas enfrentando um cenário cada vez mais hostil com as ações intensificadas das forças de segurança e do sistema judiciário brasileiro.